Lordelo
Avensat
Há uma nova esperança para o tratamento de sintomas de longo prazo da infeção por coronavírus. Segundo um estudo divulgado terça-feira, 2 de agosto, os resultados são promissores entre os doentes diagnosticados com a chamada Covid longa que receberam um medicamento desenvolvido pela americana Axcella Health. Porém, os especialistas mostram-se divididos.
Durante os testes clínicos, os autores analisaram dados de 41 indivíduos divididos em dois grupos: 21 pessoas tomaram o medicamento, designado AXA1125, e os restantes receberam um placebo, por um período de 28 dias. Dados partilhados pela empresa mostram que três pessoas do primeiro grupo notaram melhorias significativas ao nível da fadiga. Outros voluntários acrescentam que o desempenho cognitivo também melhorou.
O fármaco foi originalmente desenvolvido para o tratamento do fígado gordo, também conhecido como esteatose hepática, que significa acumulação de gordura nas células do fígado. Durante este estudo, os investigadores esperavam que o órgão pudesse recuperar a função das mitocôndrias - responsáveis por armazenar a energia -, afetada durante a infeção por Covid-19. No entanto, o objetivo fracassou.
Ainda assim, o medicamento mostrou-se seguro e foi bem tolerado pela maioria dos participantes. À agência Reuters, Jason Maley, consultor da Axcella, referiu, inclusive, que os efeitos secundários foram mínimos.
Recorde-se que a Covid longa acontece quando os sintomas da doença se prolongam no tempo. A fadiga, falta de ar, tosse, dores musculares ou perda de olfato e paladar prolongados são alguns dos sintomas mais comuns.
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