Muito calor e humidade afetam capacidade de infeção do SARS-CoV-2

Lordelo

Avensat
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A pesquisa, liderada pelo cientista M. Jeremiah Matson da Universidade Marshall, publicada no início de junho no periódico Emerging Infectious Diseases, e divulgada pela revista Galileu, sugere que determinadas condições ambientais influenciam a estabilidade do SARS-CoV-2 no sistema respiratório humano.

O estudo

Matson e uma equipa de investigadores colocaram o novo coronavírus em amostras de muco nasal e catarro.


Por um período de sete dias, a mistura foi exposta a três condições distintas de humidade e temperatura. De seguida, os investigadores analisaram se a infecção permanecia ativa e se estava presente RNA viral que, por si só, não é infecioso.

Conforme explica a Galileu, os dados apurados revelaram que o vírus permaneceu ativo por mais tempo quando a humidade era reduzida e a temperatura, mais fria.

Já, num cenário caracterizado por um clima húmido e quente, ao invés, a ação infecciosa mostrou ser impercetível até 48 horas.

Entretanto, em todas as circunstâncias estudadas o RNA viral foi detetado ao longo dos sete dias.

Porém, os cientistas alertam que tal não significa, que o novo coronavírus SARS-CoV-2 não provoque danos em locais com esses traços distintivos.

Matson vê este estudo como mais uma contribuição para o conhecimento sobre a Covid-19 e outras patologias semelhantes.

“Essa pandemia tem sido um lembrete preocupante de que as doenças infeciosas ainda são uma grande ameaça à saúde pública e requerem compromisso de pesquisa”, disse o cientista num artigo publicado no site da Universidade Marshall.

IN:NM
 
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