Taça da Liga 2022/23

Ac. Viseu bate Boavista e está nas meias-finais (2-1)

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Continuam a aumentar as páginas de ouro na história do Académico de Viseu. A última ficou escrita na noite desta terça-feira, com a equipa beirã a derrotar o Boavista por 2-1 e a garantir pela primeira vez lugar na Final Four da Taça da Liga, na qual disputará as meias-finais com o vencedor do FC Porto-Gil Vicente desta quarta-feira.

Em apenas seis minutos da segunda parte, o Académico chegou à vantagem de dois golos por intermédio de Nduwarugira (56’), servido de cabeça por Toro após livre, e de Bandeira (62’), num disparo fortíssimo e espetacular, após lance desenhado por Ott. O Boavista ainda reagiu, viu por duas vezes o poste da baliza negar-lhe o golo e ainda reduziria no último dos minutos de compensação. Tarde demais…

Esta é a segunda vez que o Académico chega às meias-finais de uma competição a eliminar num curto espaço de tempo, depois de ter atingido igual patamar em 2019, mas na Taça de Portugal.

Nota ainda para o facto de este ter sido o 15.º jogo consecutivo do Académico de Viseu de Jorge Costa sem conhecer o sabor da derrota – não perde desde setembro.

A Bola
 
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Allianz Cup 2022/23

Quartos Final


Sporting 5-0 SC Braga
Académico de Viseu 2-1 Boavista
FC Porto 2-0 Gil Vicente
Moreirense 1-2 FC Arouca
 
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Allianz Cup 2022/23

Meias Finais


2023/01/24 Sporting 19:45 FC Arouca
2023/01/25 FC Porto 19:45 Académico de Viseu
 
Sporting vence Arouca (2-1) e está na final

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A partida começou com um susto para o leão. Com João Basso (sim… o mesmo que marcou o golo que ditou a derrota dos leões com os arouquenses para a Liga) a protagonizar uma defesa gigante a Adán. Mas que não… valeu devido ao fora de jogo do defesa brasileiro. Um susto que despertou o leão. E de que maneira. Com dinâmica, excelentes movimentações ofensivas, muitas delas com Esgaio (a surpresa no onze relegando Porro para o banco de suplentes) e Nuno Santos nos corredores. As ocasiões de golo foram surgindo com naturalidade. Primeiro por Pedro Gonçalves, que voltou a zonas mais adiantadas no terreno face ao regresso de Morita, num remate que saiu po cima e Paulinho, essa sim, aos 16 minutos, a estar muito perto de abrir o marcador. Na sequência de um lance magistral de Edwards, a tirar quatro adversários do caminho, e a arrancar um cruzamento onde aparece Paulinho para finalizar. O avançado ainda conseguiu o remate, preparava-se para festejar, mas Weverson, com as costas, consegue um corte num lance que levava selo de golo.


Estava, então, dado o mote para esta primeira parte. Um leão dominador, com consistência defensiva, muito critério nas saídas, velozes nas alas e com muita dinâmica ofensiva. A empurrar um Arouca que sofreu a bom sofrer na primeira metade da partida. A ordem, essa, era para segurar e aguentar o máximo de tempo possível o ímpeto ofensivo do leão. A missão complicou-se ainda mais face à lesão de Weverson, uma infelicidade que obrigou a uma prematura alteração com a entrada de Mateus Quaresma ainda antes dos 20 minutos de jogo.


Encostados às cordas, após lances em que Nuno Santos e Morita estiveram muito perto de inaugurar o marcador, assistia-se a uma avalanche ofensiva leonina sem resultados práticos, leia-se, o golo. Uma primeira parte solitária para Adán e um leão a dominar e a aguardar por alguém que decida. Mas, curiosamente, a etapa inicial terminou com mais um susto. Um golo de Anthony (magistral execução num chapéu perfeito a Adán) mas que haveria de ser anulado por mão de Basso no início da jogada. Uma falta que, curiosamente, após uma ‘eternidade’ de tempo de análise no VAR, haveria de ditar o golo leonino. Livre de Nuno Santos, bola para o corredor esquerdo onde aparece Pedro Gonçalves a cruzar na perfeição para o tiro de Paulinho. Vantagem merecedora, diga-se, após domínio dos leões em toda a linha. 71 por cento de posse de bola, 14 remates (contra um do Arouca) e várias ocasiões de golo.


A segunda parte, por sua vez, mostrou um Arouca como nunca se viu na etapa inicial. Com ataque mais posicional, a tentar ter maior controlo, mais ambicioso e a subir linhas. Os papéis, esses, inverteram-se. Desta vez foram os arouquenses a apanhar um susto com um golo de Matheus Reis que haveria de ser invalidado por fora de jogo do brasileiro. O Arouca crescia e dois erros (Matheus Reis e St. Juste) quase igualavam a partida, não fosse a inspiração e agilidade de Adán. Mas com uma outra atitude, eis que os arouquenses foram premiados com o golo de Dabbagh. Um golo marcado por uma assistência perfeita de Alan Ruiz num cruzamento onde o ponta de lança concluiu com classe. Estava, assim, relançada a partida. Com emoção e momentos de bom futebol.


A meia hora do final da partida, um novo figurino na partida. Muitas mexidas nos onzes, um leão a crescer com as entradas de Porro e Arthur, mas sempre com um adversário ameaçador, sem permitir qualquer tipo de relaxamento. Mas o relógio não parava e o empate persistia. Só um golpe de génio poderia evitar a decisão nas grandes penalidades. Que surgiu pelo… suspeito do costume: Paulinho. Cruzamento de Nuno Santos (de régua e esquadro) e Paulinho a fazer o seu 20.º golo em todas as edições da Taça da Liga. Ele que voltou a ser decisivo com um golo numa vitória em que obrigou o leão a serviços… máximos.

A Bola
 
FC Porto vence o Ac. Viseu (3-0) e marca encontro com o Sporting na final

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O FC Porto selou o acesso à final da Taça da Liga, ambicionando a sua primeira vitória na prova, uma decisão agendada para sábado, novamente diante do Sporting.


Os dragões não deixaram os créditos por mãos alheias e rapidamente comprovaram o favoritismo frente ao Académico de Viseu, chegando o primeiro golo logo aos 7 minutos por Eustaquio, marcando quase sem querer, após assistência de Veron. O brasileiro foi, aliás, surpresa no onze apresentado por Sérgio Conceição, a meias com Namaso, tendo a dupla ocupada os lugares de Taremi e Toni Martínez. O avançado inglês foi mesmo o grande agitador e várias ameaças tiveram-no como protagonista, tendo o FC Porto dominado por completo os minutos iniciais – Pepe acertou no poste e Arthur Chaves foi um constante pronto-socorro – vendo o adversário passar a dividir o jogo a meio da primeira metade. O marcador esse não foi mais acionado por qualquer um dos conjuntos até ao intervalo.


A segunda parte foi bem mais morna, durante os seus primeiros vinte minutos, tendo o FC Porto optado por uma toada mais equilibrada, não consentindo tantos ataques vertiginosos ao Académico. Quando o conjunto de Viseu procurou arriscar mais foi o Dragão, já com sangue novo conferido por Bernardo Folha e Galeno, que aplicou contundente castigo.


Com Namaso sempre na procura de um golo, João Mário indicou-lhe o caminho para a felicidade num passe que rasgou o centro da defensiva viseense. O inglês ficou sozinho na cara de Grill e não perdoou, oferecendo um pouco mais de tranquilidade.


O Académico viu a sua missão profundamente abalada e o jogo esse ficaria irremediavelmente perdido quando Bernardo Folha assinou o 3-0, beneficiando de um ressalto num alívio de Arthur Chaves. Sérgio Conceição rapidamente esgotou as substituições, recorrendo a Taremi, estrela da companhia, para apenas 10 minutos de utilização.

A Bola
 
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Allianz Cup 2022/23

Meias Finais


2023/01/24 Sporting 2-1 FC Arouca
2023/01/25 FC Porto 3-0 Académico de Viseu
 
FC Porto vence segundo título da época

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Eustaquio marcou o primeiro, logo aos 10 minutos, e Marcano garantiu a vitória dos dragões num jogo que ficou marcado pela expulsão de Paulinho, que desta forma não defronta o SC Braga na próxima jornada da Liga.


Estavam ainda as duas equipas à procura de controlar a partida quando Eustaquio acreditou e rematou de longe. A bola saiu forte, mas Adán acabou por ser muito mal batido, permitindo que a bola passasse entre as mãos.


Em desvantagem procurou o Sporting subir as suas linhas e no mesmo lance até enviou duas vezes a bola aos postes, primeiro por Pedro Porro e depois por Pedro Gonçalves (36 minutos). Foram as melhores oportunidades dos leões, que nop segundo tempo acabaram por perder um pouco de intensidade.


Aproveitaram os dragões, que decidiram o jogo aos 86 minutos, com cruzamento perfeito a que Marcano respondeu com remate de cabeça para o segundo da noite.


Este jogo fica marcado pela mais que provável despedida de Pedro Porro, que será jogador do Tottenham, de Inglaterra. E também pela primeira conquista deste troféu pelo FC Porto, na 16.ª edição.


Sérgio Conceição passa, desta forma a ser o treinador do FC Porto com mais títulos conquistados: já são 9 (três campeonatos, duas Taças de Portugal, três Supertaças e agora a Taça da Liga).

A Bola
 
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